Segunda-feira, 23 de outubro de 2017.
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PALESTRAS PROFERIDAS PELO Sr. CARLOS ALBERTO BERNARDI- KLABIN S/A, E O Sr. MARCOS GERALDO SPELTZ- COPERGERA

publicada em 24 de julho de 2017


Sr. Bernardi, com a palavra iniciou a apresentação com o Abastecimento de Madeira na Região, com a divulgação do mapa de operação onde 80% dos negócios estão na cidade de Telêmaco Borba. Quando se fala Madeira, culturalmente não vemos móveis, necessário agregar valor, pois de uma árvore podemos tirar diversos produtos se conduzida corretamente: floresta com 07 anos - madeira de processo e floresta manejada proporciona maior utilização da madeira. Relatou também que o frete está diretamente relacionado a floresta e dependendo o local, a floresta é conduzida para processo ou tora, tudo depende da logística. A oferta de madeira para Telêmaco Borba é de 70% Pinus e 30% Eucalipto, produzidas pela Klabin, Arauco e Produtores Autônomos. Com o aquecimento da economia, o frete se diferencia, podendo as empresas ir buscar a madeira em raios mais longos. A Klabin não consegue colocar toda a madeira disponível no mercado por conta da crise, e com o equilíbrio econômico a procura por madeira aumenta, a madeira de outras localidades chegam e a daqui fica represada. A Klabin conduz o fomento com proprietários autônomos com a organização de manejo da floresta para a indústria madeireira e o fomentado torna-se mais um fornecedor. Seria interessante levarmos essa conversa aos empresários madeireiros através do Sindicato (Sindimatel). O programa de fomento da Klabin visa promover maior disponibilidade de madeira, recuperação da mata ciliar, permuta de insumos e mudas além de outras opções como PRONAF, ABC, parceria em madeira e silvipastoril. Citou o exemplo em Curiúva onde foi testado o modelo com sucesso (plantio da mesma quantidade de hectares e melhoria na questão pecuária) e outras propriedades estão aderindo ao sistema, lembrou que o arrendamento poderá ser em madeira ou em dinheiro. O DITB recebe atualmente da Klabin 800 mil toneladas de madeira, e não recebe mais por falta de consumo das empresas ali instaladas. Frisou que o volume consumido atualmente no local é maior, uma vez que 20% do pinus não provem da Empresa Klabin, e também pela mesma não mais ofertar madeira grossa. Ressaltou que os empresários locais poderiam se unir e comprar cargas mais distantes em parceria, sendo esse um fator crítico entre os empresários locais. Quando questionado pelo Sr. Marcos Speltz sobre o volume fornecido/ prazo ao DITB, o Sr. Bernardi disse que o volume se manterá por prazo indeterminado, e que a Klabin já adquiriu uma Fazenda no município de Guarapuava composta por 70% toras e 30% madeira de processo, e que essa tora será fornecida para o município de Imbituva, que não mais retirará madeira do nosso município, além de reforçar que enquanto o preço da tora for superior ao frete de longas distâncias, haverá a venda de toras. Visão de Futuro para o DITB: verticalizar o produto (piso e móveis). Está havendo uma reestruturação na Área de Fomento da Empresa: equipe, manejo, uso múltiplo e certificação de pequenos produtores, uma vez que não será somente quantidade e também qualidade no fomento. Atualmente 80% da compra de terceiros é de madeira certificada. Necessitamos que os empresários locais embarcassem nesse processo e utilizem a mesma linguagem da Klabin para com os produtores, visto que a análise dos mesmos se prende ao preço.



Carlos Alberto Bernardi – KLABIN S/A





Passada a palavra ao Sr. Marcos Speltz, dando sequência na apresentação do Sr. Bernardi ressaltou que a certificação dos pequenos produtores deu-se com a promoção do Curso de Certificação que serviu de start aos mesmos e que hoje a Klabin conseguiu alcançar os resultados propostos. Os participantes conheceram, discutiram e se posicionaram diante do assunto. Citou também a baixa participação dos empresários de transformação. A cooperativa assim como a sociedade, faz uma leitura equivocada do que é mercado. Participou e uma palestra onde inicialmente foi dito que o preço da madeira não é definido por ninguém e tal afirmação gerou questionamento entre os presentes, uma vez que na visão dos mesmos a Klabin era quem fazia o preço e ao final entenderam que as empresas influenciam o mercado. Mas o que é mercado? Quem conhece esse mercado? O que faz esse mercado? Justificou o Sr. Marcos nesse momento o questionamento feito ao Sr. Bernardi quanto indagou a questão de volume e prazo de 800 mil toneladas. Como cooperativa, desconhecem esse mercado na sua totalidade, e existe um desconhecimento geral e esse mercado desconhece a Cooperativa. O produtor tem medo que o agente transformador encerre suas atividades, uma vez que muitos dizem que se faltar madeira, vão fechar a serraria e ir para outro local. Houve um aproveitamento das oportunidades com o desenvolvimento da cadeia produtiva na região, com iniciativas que enobrecem o uso da madeira. Outra oportunidade vem de encontro com a atitude da Klabin, que diminuiu o fornecimento e a cooperativa está tendo a oportunidade se suprir a demanda. A cooperativa está tendo a oportunidade de se organizar, uma vez que certamente se fará necessário, para a produção de móveis, produtos para a indústria da construção civil, e demais produtos que exijam maior densidade que provém a madeira maciça como produtos da cadeia da madeira em nossa região. Ressaltou também que os empresários locais estão preocupados com o preço. Citou o exemplo de uma reunião no Sindimatel quando foi montar a cooperativa e seguindo um case, propôs a fidelização de fornecimento com acréscimo de 15% no preço da madeira, e não foi bem interpretado na ocasião, e hoje já existem sinais de mudança de perfil. Preço é mercado “Lei da Oferta e da Procura”. Existe a necessidade de cessar as críticas de que o preço é a Klabin quem determina, uma vez que a mesma está dando mais oportunidades nesse mercado. A Copergera foi fundada em 15 de Março de 2014 com 20 cooperados e atualmente conta com 27. Existem dificuldades no crescimento. O mercado é maior do que a Klabin passa – precisamos nos organizar e todo esse planejamento não é feito por um só. Citou a procura de madeira pelo mercado chinês. Por que vender para a China? Onde estão os nossos empresários? Eles precisam ser envolvidos para manter a competitividade. Apoiou e incentivou a iniciativa da abordagem desses dois assuntos no Sindicato. Sugeriu uma roda de discussão, que foi aceita entre os presentes.


Marcos Geraldo Speltz - COPERGERA


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